Já era hora de escrever, expressar os sentimentos
Colocar em palavras o que os pensamentos não aguentam mais
Meu coração está cheio! Cheio de lembranças, emoções, recordações, saudades.
Mas ele também está enjoado. Enjoa-se fácil das coisas.
Como uma ânsia que permanece e não vê sentido em nada!
Uma ânsia, um enjoô de tudo, do trabaho, das relações, dos pensamentos, de mim mesmo!
Outrora vivia em paz com todos. Estava bem comigo e tudo a minha volta refletia-se em paciência.
Harmoniosos pensamentos me invadiam o coração.
Palavras lindas jorravam de minha boca cheias de significados que a mim eram conhecidos.
Talvez não soube me aventurar nessas vibrações e, novamente, desci para baixo.
Talvez por opção, talvez por aprendizado, ou talvez, ainda, por excesso de confiança.
Hoje aqui, entre pensamentos e palavras observo as pessoas, as crianças e imagino
O que todos esperam da vida. Ninguém vive para valer!
A alma encrustada no corpo não brilha, o pensamento vivo envelheceu.
A alma emudeceu diante a pressão. Não há por onde ir!
O chão é escorregadio e os pés descalsos já não sabem mais onde pisar.
Conheço-me e sei que a vida é um ciclo. Sistemático e confuso.
Rezo todos os dias, a Deus, aos espíritos protetores, ao meu próprio Anjo da Guarda.
Agradeço a todos pela divina oportunidade de viver, pela família, pelos amigos, pela minha fase amorosa.
Sou muito agradecido a tudo e a todos. Entre esses pensamentos as luzes já começam a brilhar
E quanto mais forte brilham mais longe sei que estão. A distância é enorme, mas eu posso enxergar.
Isso me faz vivo e sei que a distância entre eu e a luz (infinita) é a distância de meu aprendizado.
Obrigado Deus pelo sofrimento, pela angustia, pelo desprazer, obrigado Deus a todas as coisas.
As memórias, as vidas sucessivas, ao meu crescimento. Obrigado pelas palavras,
Pela escola da vida de noventa e nove aprendizados e apenas um ensinamento,
Noventa e nove erros e apenas um acerto. É para isso que viemos.
Para errar, para sofrer e vez em quando acertar e ser feliz.
Obrigado meu Deus pela proteção divina que me ensina e em meu declínio,
Me dá mais força para viver!
(David - 27/10/2008)
"Aqui ninguém é louco. Ou então, todos o são." (Guimaraes Rosa, Primeiras Estórias)
sábado, 22 de novembro de 2008
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Homenagem
II
O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do mundo...
Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...
O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...
Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência é não pensar...
Fernando Pessoa - Alberto Caeiro, O guardador de rebanhos
Claramente claro com os raios de sol. Simplesmente simples como as criancinhas. Ingenuamente ingenuo com um filhote, ..."porque pensar é estar doente dos olhos"..."porque quem ama nunca sabe o que ama"...Nem sabe por que ama, nem o que é amar..."Amar é a eterna inocência, E a única inocencia é não amar"...
João 17/11/2008
sábado, 15 de novembro de 2008
Sentir
"...Sou um guardador de rebanhos.
O rebanho é os meus pensamentos
E os meus pensamentos são todos sensações.
Penso com os olhos e com os ouvidos
E com as mãos e os pés
E com o nariz e a boca.
Pensar uma flor é vê-la e cheirá-la
E comer um fruto é saber-lhe o sentido.
Por isso quando num dia de calor
Me sinto triste de gozá-lo tanto,
E me deito ao comprido na erva,
E fecho os olhos quentes,
Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,
Sei a verdade e sou feliz..."
O guardador de rebanhos - Alberto Caeiro - Fernando Pessoa
Simples assim, entender o que? Saber sobre...sobre o que? E por que?
Mais ridiculo que escrever uma carta de amor, como pensa Alvaro de Campos, mas mais ridiculo ainda é não escreve-la, pois é o seu sentimento. Não senitr ou esconder-lo é ridiculo, mas fazemos, pois somos ridículos. Sentir, eis a questão, eis a força motriz do homem como ser, por que vive e pensa, relaciona e erra, mas no entanto, aprende.
O rebanho é os meus pensamentos
E os meus pensamentos são todos sensações.
Penso com os olhos e com os ouvidos
E com as mãos e os pés
E com o nariz e a boca.
Pensar uma flor é vê-la e cheirá-la
E comer um fruto é saber-lhe o sentido.
Por isso quando num dia de calor
Me sinto triste de gozá-lo tanto,
E me deito ao comprido na erva,
E fecho os olhos quentes,
Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,
Sei a verdade e sou feliz..."
O guardador de rebanhos - Alberto Caeiro - Fernando Pessoa
Simples assim, entender o que? Saber sobre...sobre o que? E por que?
Mais ridiculo que escrever uma carta de amor, como pensa Alvaro de Campos, mas mais ridiculo ainda é não escreve-la, pois é o seu sentimento. Não senitr ou esconder-lo é ridiculo, mas fazemos, pois somos ridículos. Sentir, eis a questão, eis a força motriz do homem como ser, por que vive e pensa, relaciona e erra, mas no entanto, aprende.
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
O momento
Em um certo momento da vida,
Eis que me desperta a vontade da escrita.
Vontade essa inexplicável,
Apenas sentimentalizada.
O tempo, os sentimentos,
Tudo alimentava aquele momento,
Poderia ser a paz ou os tormentos,
O que fosse, nutria os sentimentos.
Por muito a escrita me aliviou,
Por menos, de lá pra cá, não me abandonou.
Senti esse prazer, de tentar traduzir meu ser,
Não querendo me fazer entender,
Pois isso, muito menos eu o sei fazer.
Hoje, transpassando outros pilares,
Vejo a vida com mais intensidade,
Olho o caminho trilhado,
Nele apenas meu rastro, obstáculos.
Ainda, seu fim não toquei,
Fim utópico que apenas nos faz viver.
Não querendo me mostrar como rei,
Apenas digo o que nesse momento me vem.
Não digo que sou feliz,
Sou isso que agora te faço ler,
Te faço assim me ver, me conhecer,
O que nesse momento mágico,
Meu ser faz transparecer.
João 13/11/2008
Eis que me desperta a vontade da escrita.
Vontade essa inexplicável,
Apenas sentimentalizada.
O tempo, os sentimentos,
Tudo alimentava aquele momento,
Poderia ser a paz ou os tormentos,
O que fosse, nutria os sentimentos.
Por muito a escrita me aliviou,
Por menos, de lá pra cá, não me abandonou.
Senti esse prazer, de tentar traduzir meu ser,
Não querendo me fazer entender,
Pois isso, muito menos eu o sei fazer.
Hoje, transpassando outros pilares,
Vejo a vida com mais intensidade,
Olho o caminho trilhado,
Nele apenas meu rastro, obstáculos.
Ainda, seu fim não toquei,
Fim utópico que apenas nos faz viver.
Não querendo me mostrar como rei,
Apenas digo o que nesse momento me vem.
Não digo que sou feliz,
Sou isso que agora te faço ler,
Te faço assim me ver, me conhecer,
O que nesse momento mágico,
Meu ser faz transparecer.
João 13/11/2008
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
CARTA PARA AMIGOS DE VERDADE: O HOMEM CAMELO QUE VIROU HOMEM CRIANÇA
Dilúvios na mente
Turbilhão impenssável
Sofrimento interno
Aprendizado sincero
No olhar uma mágoa
Sou apenas homem
Distânciando da criança
Que chora solitária
Dentro de meu apertado peito
O homem é um camelo
Que durante seu longo caminho,
Sofrido, em meio ao deserto
Carrega seu lombo com enorme peso
A criança chora em seu peito
E o homem camela em defeito
O olhar fosco e atordoante
Vê as paixões se tornarem delirantes
O homem reflete
E procura a criança
Magoada em seu peito
Pelo seu breve esquecimento
O homem camelo pena!
E quando se cansa
Pede a Deus
Que o faça novamente criança
E Deus justo como é!
Diz que esse feito não é possível
O homem é homem
E a criança é ilusão
Mas Deus o dá reflexão!
Pensamentos correm e fojem
E o homem camelo
Resgata em seu peito
O sonho de anteontem
E diz a si mesmo:
"Sou homem camelo
E carrego muito peso
E desejo tudo
E tudo desejo a todos
Quero ser homem criança
E nada desejar
Apenas olhar e rir
Apenas tocar e apreender"
E o homem camelo
Para em meio ao deserto
De tua pobre vida
E retira de seu lombo
Todo o peso que o atina
Voltando a ser apenas homem
Ele se sente solitário
E procura a criança que chora em seu peito
E lhe dá suas mãos
Nesse momento
Da cabeça do homem
Que agora também é criança
Nasce um enorme balão
Que ele agarra
E sobe em direção ao infinito criador!
(David / 28/10/2008)
OBS: Homenagem aos amigos e ao Super-Homem: Friedrich Nietzsche!
Turbilhão impenssável
Sofrimento interno
Aprendizado sincero
No olhar uma mágoa
Sou apenas homem
Distânciando da criança
Que chora solitária
Dentro de meu apertado peito
O homem é um camelo
Que durante seu longo caminho,
Sofrido, em meio ao deserto
Carrega seu lombo com enorme peso
A criança chora em seu peito
E o homem camela em defeito
O olhar fosco e atordoante
Vê as paixões se tornarem delirantes
O homem reflete
E procura a criança
Magoada em seu peito
Pelo seu breve esquecimento
O homem camelo pena!
E quando se cansa
Pede a Deus
Que o faça novamente criança
E Deus justo como é!
Diz que esse feito não é possível
O homem é homem
E a criança é ilusão
Mas Deus o dá reflexão!
Pensamentos correm e fojem
E o homem camelo
Resgata em seu peito
O sonho de anteontem
E diz a si mesmo:
"Sou homem camelo
E carrego muito peso
E desejo tudo
E tudo desejo a todos
Quero ser homem criança
E nada desejar
Apenas olhar e rir
Apenas tocar e apreender"
E o homem camelo
Para em meio ao deserto
De tua pobre vida
E retira de seu lombo
Todo o peso que o atina
Voltando a ser apenas homem
Ele se sente solitário
E procura a criança que chora em seu peito
E lhe dá suas mãos
Nesse momento
Da cabeça do homem
Que agora também é criança
Nasce um enorme balão
Que ele agarra
E sobe em direção ao infinito criador!
(David / 28/10/2008)
OBS: Homenagem aos amigos e ao Super-Homem: Friedrich Nietzsche!
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
O CANTO DO TIMONEIRO
Timoneiro, timoneiro
Guia de qualquer embarcação
Guia-te pelos teus belos mares
Guia-te pela tua imensa vida
Timoneiro, timoneiro
Homem honesto a seus anseios
Guia-te de encontro a seus sonhos
Tão bonitos como azul oceano
Timoneiro, timoneiro
Olhe a lua e as estrelas
Segue com sua jovem tripulação
Às terras mais alheias
Timoneiro, timoneiro
O velho homem Nagô
Espera-te no porto
Qual será o mistério desse cais?
Timoneiro, timoneiro
O velho Nagô lhe pede
Que leve seu jovem filho
Para as aventuras do além-mar
Timoneiro, timoneiro
"Nessas terras a vida é difícil
O chão é muito seco
E os homens são sofridos"
Timoneiro, timoneiro
Leve consigo as instruções
Das terras por onde navegas
Dos mares por onde andas
Timoneiro, timoneiro
Partes tão ligeiro
Navega as pressas rumo ao velho mundo
Com sua tripulação mundial
Timoneiro, timoneiro
Guia de tantas vidas
Leve esses pobres homens
Ao teu passeio de despedida
Timoneiro, timoneiro
Olhe as tormentas do mar
Nessa tarde tão escura
O sopro dos deuses estão a te afagar
Timoneiro, timoneiro
Seu timão não é mais seu parceiro
Sua naus não é mais sua casa
São apenas brinquedos no mar
Timoneiro, timoneiro
Alguém te ensinou a nadar?
Pois a madeira do navio
Já estaá no fundo do mar!
Timoneiro, timoneiro
capitão de sua tripulação
Agora no além vida
Pois a terra ficou para trás
Timoneiro, timoneiro
Tudo agora é mais calmo
Tudo agora é claro como luar
Aqui! Onde homens não são homens
As mercadorias não chegam
A nenhum lugar!
(David Lugli - 15/08/08)
* Naufragio de uma embarcação mercantil no caminho entre a AFRICA E A EUROPA.
Guia de qualquer embarcação
Guia-te pelos teus belos mares
Guia-te pela tua imensa vida
Timoneiro, timoneiro
Homem honesto a seus anseios
Guia-te de encontro a seus sonhos
Tão bonitos como azul oceano
Timoneiro, timoneiro
Olhe a lua e as estrelas
Segue com sua jovem tripulação
Às terras mais alheias
Timoneiro, timoneiro
O velho homem Nagô
Espera-te no porto
Qual será o mistério desse cais?
Timoneiro, timoneiro
O velho Nagô lhe pede
Que leve seu jovem filho
Para as aventuras do além-mar
Timoneiro, timoneiro
"Nessas terras a vida é difícil
O chão é muito seco
E os homens são sofridos"
Timoneiro, timoneiro
Leve consigo as instruções
Das terras por onde navegas
Dos mares por onde andas
Timoneiro, timoneiro
Partes tão ligeiro
Navega as pressas rumo ao velho mundo
Com sua tripulação mundial
Timoneiro, timoneiro
Guia de tantas vidas
Leve esses pobres homens
Ao teu passeio de despedida
Timoneiro, timoneiro
Olhe as tormentas do mar
Nessa tarde tão escura
O sopro dos deuses estão a te afagar
Timoneiro, timoneiro
Seu timão não é mais seu parceiro
Sua naus não é mais sua casa
São apenas brinquedos no mar
Timoneiro, timoneiro
Alguém te ensinou a nadar?
Pois a madeira do navio
Já estaá no fundo do mar!
Timoneiro, timoneiro
capitão de sua tripulação
Agora no além vida
Pois a terra ficou para trás
Timoneiro, timoneiro
Tudo agora é mais calmo
Tudo agora é claro como luar
Aqui! Onde homens não são homens
As mercadorias não chegam
A nenhum lugar!
(David Lugli - 15/08/08)
* Naufragio de uma embarcação mercantil no caminho entre a AFRICA E A EUROPA.
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Brincando com poetas e poesias
BRIANCANDO COM POETAS E POESIA
(MUITOS POETAS EM UMA SÓ POESIA)
Eu não tenho mais minhas antigas MORAES
Nem minha poesia agora parece ROSA
Eu não escrevo para dar BANDEIRA
Eu não crio verso copiando de outra PESSOA!
Quando faço um poema sujo
Eu OLAVO de puros sentimentos
Não que eu CASI meus versos
Mas sempre MIRO bem as palavras
ABREU seus pensamentos?
Minha poesia é como um MACHADO
CUNHA toda minha experiência,
Minhas virtudes, erros e memória.
O TOM que tenho agora
É a mistura completa de tudo que leio
Miro o céu e canto AUGUSTO DOS ANJOS
Procuro algum enigma entre arestas
Entre os MATOS e as florestas
Recolho alegremente simples RAMOS
CASTRO assim, toda minha escuridão sentimental
Bato em retirada dessa vida cotidiana
Aqui, nesse outro mundo
Crio novos amigos REIS
Navego entre CAMPOS de imaginação
Brinco com poetas e poesia
Invento versos e faço primazias!
(David – 14/08/08)
(MUITOS POETAS EM UMA SÓ POESIA)
Eu não tenho mais minhas antigas MORAES
Nem minha poesia agora parece ROSA
Eu não escrevo para dar BANDEIRA
Eu não crio verso copiando de outra PESSOA!
Quando faço um poema sujo
Eu OLAVO de puros sentimentos
Não que eu CASI meus versos
Mas sempre MIRO bem as palavras
ABREU seus pensamentos?
Minha poesia é como um MACHADO
CUNHA toda minha experiência,
Minhas virtudes, erros e memória.
O TOM que tenho agora
É a mistura completa de tudo que leio
Miro o céu e canto AUGUSTO DOS ANJOS
Procuro algum enigma entre arestas
Entre os MATOS e as florestas
Recolho alegremente simples RAMOS
CASTRO assim, toda minha escuridão sentimental
Bato em retirada dessa vida cotidiana
Aqui, nesse outro mundo
Crio novos amigos REIS
Navego entre CAMPOS de imaginação
Brinco com poetas e poesia
Invento versos e faço primazias!
(David – 14/08/08)
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