Obs: Escreva o que pensa, que mal há em se expressar, quem sabe o que diz não seja importante a alguem, a si mesmo ou ao eco que sempre responde!
As florestas derrepente desaparecem
A pobreza rapidamente se expande
A violência, essa, nos consome
E a ilusão continua a perpetuar
A ilusão é uma membrana fina
Pelicula de mentira
Quase imperceptível
Sendo a inverdade que mais consome
Há aqueles que enganam
Existem aqueles que se deixam enganar
Não sabemos muito além da mentira
Nunca transpomos a cegueira
Traimos a voz primeira
Que sai do próprio coração
Não há profundidade naquilo que vemos
Não há percepção naquilo que sentimos
Não conhecemos a emoção da própria vida
Ainda somos engrenagens
Apenas os brinquedos mudaram
Modernizaram-se e ganham-nos pela novidade
Refletindo só e sóbrio
Me pergunto o que há na pedra
Que eu não consigo ver?
O que existe no enigma da vida
Que eu não consigo descobrir?
O que se esconde no alvorecer do dia
Que eu não consigo achar?
Questões simples de se fazer
Conclusões dificeis de obter
O que posso responder hoje
Mesmo que escorregando na ignorância
É sobre a ilusão que nos engana!
Dinheiro para lavar a alma
Morte para gerar riqueza
Assassinato para satisfazer o paladar
Governo para me controlar
Estado para construir nação
E a amizade...Para que?
Respeito aonde?
Paz em guerra?
Viver a vida rodeada de mortes
Conforto e riqueza envolto a miséria!
Sorria amigo a vida é bela
Porém é ilusão acreditar
Que a vida seja isso
Que vivemos todos os dias!
(11/09)
"Aqui ninguém é louco. Ou então, todos o são." (Guimaraes Rosa, Primeiras Estórias)
sábado, 14 de novembro de 2009
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Suavemente sentindo o leve som paganiensi,
Ondas a levitar meu pensamento cansado,
As cordas vibrando ritimadas ao sentimento variável,
Mostrando a incerteza do momento ou refletindo,
A mais pura imagem concretizada do ser autor.
Nesse clássico momento relaxante,
Vejo dias inglórios, de fracas vontades,
Sinto dias em extase surreal.
joão tozzi 26/10/2009
Ondas a levitar meu pensamento cansado,
As cordas vibrando ritimadas ao sentimento variável,
Mostrando a incerteza do momento ou refletindo,
A mais pura imagem concretizada do ser autor.
Nesse clássico momento relaxante,
Vejo dias inglórios, de fracas vontades,
Sinto dias em extase surreal.
joão tozzi 26/10/2009
terça-feira, 6 de outubro de 2009
A PEDRA DO PERDÃO
Bartolomeu bateu por três vezes na pedra
Fiasco de esperança, possuía em seu coração,
Para que ela se despedaçasse
E batendo ele por três vezes na pedra do perdão
Observou que a resistente rocha não se esfacelou
Jogou-a de canto e continuou a seguir seu caminho
Nobre e solitária pedra do perdão
Resistente as intempéries,
Permanece as margens dos caminhos dos homens
Astuto são os homens que se arriscam a quebra-la
Gloriosos aqueles que conseguem!
Por muito tempo, a pedra do perdão foi olhada
Porém, incompreendida foi esquecida
Era muito resistente à aqueles frágil da mente
Dura e pesada aos egocêntristas
Nem mesmo os altruístas de plantão
Ousavam quebra-la
Tinham medo que sua verdadeira essência se revelasse
Muitos homens são como cachorros domésticos
Dentro do lar são corajosos e valentes
Murmuram alto e possuem razão assustadora
Mas, basta que lhes abram os portões
Para colocarem o rabo entre as pernas
E andarem escondidos pelas sombras de seus próprios medos!
Havia homem no mundo a quebrar tal pedra?
Homem corajoso e despossuído de mascara?
Homem com a coragem e o equilíbrio da mulher?
Homem com a curiosidade e a leveza de uma criança?
Homem vivaz e com sede de aventura como o jovem?
Homem de maturidade e paz espiritual como o idoso?
Enfim, homem de pés no chão que prefere o hoje
Do que a ilusão do amanhã?
Passou aquela manhã tal homem
Que desapercebido tropeçou na referida pedra
Exclamando o homem ignorante de hipocresias
O que fazes aqui pedra tão dura e resistente?
Nesse caminho não passarás ninguém a saber utiliza-la
E o homem desprovido de hipocresias
Coletou a pedra com esmero
E a colocou em seu rude saco de couro
De volta ao lar, sábio das coisas simples da vida,
Não desejou tal homem simples quebra-la
Com areia e agua pôs a abrasar a pedra bruta
Com dedicação e trabalho, ornamentou a pedra do perdão
Deixando-a mais polida e lustrada
Dedicou o homem muito empenho na confecção da rocha
Quando terminou o árduo trabalho
Olhou bem a pedra que acabara de polir
E reparou que ela refletia sua própria imagem
Todas as suas ações, seus movimentos e seus atos
Tudo era capturado e refletido pela pedra polida do perdão
E observou o singelo, mas sábio homem
Que não se deve esquecer ou simplesmente "quebrar"
Uma infeliz lembrança para que se perdoe alguém
Mas deve-se polir tal lembrança
E ver com seus olhos que, o que fazem a você
É puro reflexo do que você faz aos outros!
E assim o homem passou a enxergar melhor a vida
Pelo verdadeiro reflexo da pedra polida do perdão!
(David - 05/10/09)
Fiasco de esperança, possuía em seu coração,
Para que ela se despedaçasse
E batendo ele por três vezes na pedra do perdão
Observou que a resistente rocha não se esfacelou
Jogou-a de canto e continuou a seguir seu caminho
Nobre e solitária pedra do perdão
Resistente as intempéries,
Permanece as margens dos caminhos dos homens
Astuto são os homens que se arriscam a quebra-la
Gloriosos aqueles que conseguem!
Por muito tempo, a pedra do perdão foi olhada
Porém, incompreendida foi esquecida
Era muito resistente à aqueles frágil da mente
Dura e pesada aos egocêntristas
Nem mesmo os altruístas de plantão
Ousavam quebra-la
Tinham medo que sua verdadeira essência se revelasse
Muitos homens são como cachorros domésticos
Dentro do lar são corajosos e valentes
Murmuram alto e possuem razão assustadora
Mas, basta que lhes abram os portões
Para colocarem o rabo entre as pernas
E andarem escondidos pelas sombras de seus próprios medos!
Havia homem no mundo a quebrar tal pedra?
Homem corajoso e despossuído de mascara?
Homem com a coragem e o equilíbrio da mulher?
Homem com a curiosidade e a leveza de uma criança?
Homem vivaz e com sede de aventura como o jovem?
Homem de maturidade e paz espiritual como o idoso?
Enfim, homem de pés no chão que prefere o hoje
Do que a ilusão do amanhã?
Passou aquela manhã tal homem
Que desapercebido tropeçou na referida pedra
Exclamando o homem ignorante de hipocresias
O que fazes aqui pedra tão dura e resistente?
Nesse caminho não passarás ninguém a saber utiliza-la
E o homem desprovido de hipocresias
Coletou a pedra com esmero
E a colocou em seu rude saco de couro
De volta ao lar, sábio das coisas simples da vida,
Não desejou tal homem simples quebra-la
Com areia e agua pôs a abrasar a pedra bruta
Com dedicação e trabalho, ornamentou a pedra do perdão
Deixando-a mais polida e lustrada
Dedicou o homem muito empenho na confecção da rocha
Quando terminou o árduo trabalho
Olhou bem a pedra que acabara de polir
E reparou que ela refletia sua própria imagem
Todas as suas ações, seus movimentos e seus atos
Tudo era capturado e refletido pela pedra polida do perdão
E observou o singelo, mas sábio homem
Que não se deve esquecer ou simplesmente "quebrar"
Uma infeliz lembrança para que se perdoe alguém
Mas deve-se polir tal lembrança
E ver com seus olhos que, o que fazem a você
É puro reflexo do que você faz aos outros!
E assim o homem passou a enxergar melhor a vida
Pelo verdadeiro reflexo da pedra polida do perdão!
(David - 05/10/09)
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Chocolate
O chocolate é como a vida...
Há momentos que experimentamos
O seu sabor amargo
Mas, quando queremos
Degustamos seu doce inesquecível
Assim como a vida
O chocolate tem sabores e cores
Dias são negros
Noites são brancas
Podemos apimeta-lo
Ou comer com um simples morango
Não importa sua escolha
Ou qual momento está vivendo:
Amargo, doce, branco ou negro
O chocolate como a vida
Sempre nos oferecem
Momentos de maravilhas!!
(David-28/09/09)
Há momentos que experimentamos
O seu sabor amargo
Mas, quando queremos
Degustamos seu doce inesquecível
Assim como a vida
O chocolate tem sabores e cores
Dias são negros
Noites são brancas
Podemos apimeta-lo
Ou comer com um simples morango
Não importa sua escolha
Ou qual momento está vivendo:
Amargo, doce, branco ou negro
O chocolate como a vida
Sempre nos oferecem
Momentos de maravilhas!!
(David-28/09/09)
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
A realidade, a percepção e o saber
A realidade
Frente aos olhos
Por de trás da imaginação
Sob as mãos da sensibilidade
Vivemos na realidade
Mecânica e perfeita
Obra inteira e semiológica
Da relação entre o homem e a natureza
A percepção
Como fina areia,
A realidade escapa-nos
Pelos vãos dos dedos
O pouco que sobra
Entre as parcas dobras da mão
É a nossa percepção
Da realidade
Infinita da natureza
O saber
O que fazer com a sobra da percepção?
Transformar de novo em realidade
Realidade humana que escapa do sensível
E através do método
Torna-se científico
É o saber da realidade
Compreendida pela percepção
Convenção estranha e imperfeita
Da realidade infinita
E metafísica da natureza!
(Quadros de Natureza - David - Setembro/2009)
Frente aos olhos
Por de trás da imaginação
Sob as mãos da sensibilidade
Vivemos na realidade
Mecânica e perfeita
Obra inteira e semiológica
Da relação entre o homem e a natureza
A percepção
Como fina areia,
A realidade escapa-nos
Pelos vãos dos dedos
O pouco que sobra
Entre as parcas dobras da mão
É a nossa percepção
Da realidade
Infinita da natureza
O saber
O que fazer com a sobra da percepção?
Transformar de novo em realidade
Realidade humana que escapa do sensível
E através do método
Torna-se científico
É o saber da realidade
Compreendida pela percepção
Convenção estranha e imperfeita
Da realidade infinita
E metafísica da natureza!
(Quadros de Natureza - David - Setembro/2009)
Novos Haikai's
Passarinhos cantam
Ao amanhecer
Do belo acordar
Luz infinita
Do amor impossivel
Ilusão universal
Lua sóbria
Nuvens cinzentas
Manhã de chuva
Acordo criança
Levanto adolescente
Pelo leito da vida
Ao amanhecer
Do belo acordar
Luz infinita
Do amor impossivel
Ilusão universal
Lua sóbria
Nuvens cinzentas
Manhã de chuva
Acordo criança
Levanto adolescente
Pelo leito da vida
Assinar:
Postagens (Atom)
